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Vendas x Casamentos com Clientes
Texto por: Dimas Coimbra, 07/06/2017
O mundo anda correndo mais do que o Bolt, você já percebeu né? Falando de empresas, imagine, caro leitor, como ficam os vendedores e departamentos comerciais nesse caos? Trabalha-se com cada vez mais foco virtual, mais ferramentas, metas e, mesmo assim, o tempo parece durar cada vez menos, dia após dia.

As vendas precisam ser muito bem articuladas, apresentadas e sinceras acima de tudo, pois, com toda a informa√ß√£o dispon√≠vel, se voc√™ age de m√° f√©, pode enganar ou tirar proveito de uma rela√ß√£o comercial por algum tempo e n√£o mais por anos e anos como maus gestores faziam antigamente, ‚Äúblindados‚ÄĚ pela escassez das informa√ß√Ķes pessoais.

Vamos fazer uma simula√ß√£o: A venda foi feita, ok? E agora, como ser√° o pr√≥ximo passo sabendo existir tanta gente √°vida pelo seu diamante conquistado? Fazer um √≥timo trabalho j√° n√£o se mostra mais o suficiente. 

Com tantas ferramentas de gestão e cursos de capacitação, por que ainda existe tamanha perda de clientes e troca de fornecedores?

A resposta parece óbvia, mas não é. Num primeiro momento, sempre pensamos que os clientes mudam quando não são bem atendidos, ou quando recebem propostas tentadoras de outras empresas.

"...As pessoas pararam de se preocupar umas com as outras. E, assim como em nossa vida pessoal, a vida profissional sofre e reflete esse tipo de comportamento...."

Particularmente, acredito que a causa principal do troca-troca nos dias atuais esteja em algo mais simples, mas que vem se perdendo ao longo dos anos justamente pela correria desenfreada. As pessoas pararam de se preocupar umas com as outras. E, assim como em nossa vida pessoal, a vida profissional sofre e reflete esse tipo de comportamento.

Vender e apresentar um bom produto ou serviço é e sempre foi apenas o começo de uma relação. A conquista interpessoal deve ser diária. A partir do momento que deixamos de nos importar com a pessoa que está do outro lado da tela do computador, celular, ou mesmo da sempre boa mesa de conversa, deixamos de nos tornar importantes. Digo isso pois aquela história de se reunir com clientes em barzinho, em happy hours empresariais, em cafés está cada vez mais difícil, e nos cabe encontrar formas de manter o contato e a capacidade de entender a outra pessoa, seus anseios, dificuldades e competências.

Com base nisso, cabe a reflexão de como estamos trabalhando nossas horas e quanto estamos destinando de nosso tempo a conhecer e nos importar, de verdade, com o outro ser humano o qual nos relacionamos. Deixar o celular de lado durante um diálogo pessoal é o primeiro caminho. Optar por ler a informação da tela do computador depois e olhar no olho das pessoas enquanto elas estiverem em nossa presença também é primordial.

Precisamos reaprender a arte do contato com consciência, essa continua sendo a chave do sucesso do relacionamento duradouro entre fornecedores e clientes. Parece simples, mas não é. Sejamos Bolts sem perder o coração.

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